
i.e. falando da identidade
Uma história de Sentimentos Contrários
Depois da vontade de voltar a abraçar alguém já desejado longe, ela percebeu que o tempo fora seu conselheiro, independentemente de por ela ter passado sem trazer respostas.
Contrariamente ao esperado, a saudade de desdobrar o sentimento, que o tempo foi dobrando em pedacinhos cada vez mais pequenos num recanto qualquer da memória, invadiu-a, fazendo-lhe parecer com existência autónoma de si mesma. A mensagem não tinha um único vinco e haviam coisas que ainda faziam o seu sentido.
Recordou novamente o primeiro segundo encontro. Tinha sido ela que com o seu sétimo sentido se fez notar e foi ele que quis por ela ser levado, induzindo-lhe a sua mão.
Uns metros trocados e duas frases à frente ficou apenas o melhor de ambos.
ffffound
I'm just a little bit caught in the middle | Life is a maze and love is a riddle |
I don't know where to go I can't do it alone I've tried |And I don't know why
Slow it down | Make it stop | Or else my heart is going to pop | 'Cause it's
too much | Yeah, it's a lot | To be something I'm not | I'm a fool | Out of love
'Cause I just can't get enough
I'm just a little girl lost in the moment | I'm so scared but I don't show it
I can't figure it out | It's bringing me down I know | I've got to let it go |
And just enjoy the show
The sun is hot | In the sky | Just like a giant spotlight |
The people follow the sign | And synchronize in time | It's a joke |
Nobody knows | They've got a ticket to that show
Just enjoy the show | Yeah | dum de dum | dudum de dum
I want my money back | I want my money back | I want my money back |
Just enjoy the show
| agradeço-te a Lenka :) |
Acabadinha de chegar depois de mais um dia daqueles e de ouvir a prova oral na antena 3.
Pois é… e muito eu me riu a ouvi-la… mas hoje, e não posso dizer que é “por estranho que pareça”, fiquei a pensar no “tema”.
Falava-se de stand-up comedy, e um dos convidados era aquele rapazito que todos lembramos do Good morning Vietnam. Muito se discutia sobre as formas de fazer rir e sobre politica, até que ele refere Charles Chaplin e a forma como ele se intitulava de palhaço… dessa forma ele próprio se auto designou de parvo e, de acordo com digníssimo estatuto tudo poderia dizer! Até aqui, óptimo! Acho tudo muito bem e que haja espaço para os diferentes tipos de comédia!
MAS, posto isto, e de acordo com muito boa coisa que muito boa gente pensa, diz e faz me questiono: basta designar-me de parva para tudo ser permitido?
Parece-me que sim…pelo menos pelo que me tenho andado a aperceber…
Contudo, efectivamente parece-me algo injusto, apesar de mais “prático” para muitos também.
Passo a explicar, “Parvo” passa a ser desculpa para todos os erros, porque se é “simplesmente parvo!!! Hahaha”. E com isso o que ganham os segundos “parvos” que aturam os primeiros “Engraçadinhos”??? Nada, rien! E porquê? Porque eles são só parvos… E porquê? Porque sim, claro está!
Posto isto pergunto-me: andaremos todos a rirmo-nos a torto e a direito, e Eu gosto muito de me rir, mesmo! Juro!!!, ou serei eu que não tenho vocação para parva?
Porque a beleza da vida não está em nos deixarmos por ela guiar, mas nela tomarmos decisões difíceis que muitas vezes põem à prova o que nos rodeiam.
É ai que nasce a sua essência. É ai que dela retiramos aquilo que somos.
ele “Vou-te cantar para mim
volta antes que o comboio para sul me leve" pensou ela
hoje acordei assim
Somewhere over the rainbow
Skies are blue,
And the dreams that you dare to dream
Really do come true
(the wizard of Oz)