Projecto Urbano na faup...
Agora segue-se estrutura viária, espaço público, piscina e hotel!!!
Sorriso Audível das Folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
porque atras de uma grande foto está sempre uma grande história para contar...
| com esta fotografia, mostro a enorme satisfação que descobri em contar histórias através delas. de repente, como num flash, todos os momentos se tornam claros e eternos. gosto da sensação. gosto de observar os pequenos a brincar. gosto de fazer amigos radicais. gosto de ser olhada de lado por senhores de fato. gosto de conseguir o momento e revivê-lo sempre |
Something in your mind goes weary, goes
Turning itself into a big ball of snow
And it just rolls, rolls, growing stronger
As it goes, goes down the valley
Of the cold, cold lonely mountain
That hides all Your secrets away from the surface
There, where, all Your feelings show
Where You stand on your own
I'll meet You under a shadow of an orange tree
He never ever really loved You
He never ever really cared, cared
So just go, just turn around and hold me, just hold me
Cause I, I've been waiting forever, forever
O espaço, como contentor cultural, onde as obras existem num espaço que conquistaram. Essa conquista do espaço afirma-se com a presença humana, que absorve e transmite as sensações pessoais que retira de cada objecto. O trabalho incide sobre a acção conjunta destes elementos, numa interacção animada por sucessivas aproximações entre o visitante e a arte e as diferentes escalas de interacção entre eles.
Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo esse assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. Até estar pronto para o secundário e para a primária, antes de voltar a ser criança e só brincar, sem responsabilidades. Depois sou um bebê inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e espaço maior dia-a-dia, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.
Woody Allen
a loucura, longe de ser uma anormalidade, é a condição normal humana.
não ter consciencia d´ella, e ella não ser grande, é ser homem normal.
não ter consciencia d´ella , e ella ser grande, é ser louco.
ter consciência d´ella, e ella ser pequena, é ser desiludido.
ter consciência d´ella, e ella ser grande, é ser génio.
escritos sobre génio e loucura, fernando pessoa
Simplesmente...
a nova centralidade da área metropolitana do Porto, acente em três universos complementares. O primeiro referente à mobilidade diz respeito à estrutura viária, sua hierarquia e desenho, à rede ferroviária, à linha de metro, às ciclovias, e aos percursos pedonais, considerados amigáveis. O segundo e o terceiro estão assentes no desenho de equipamentos base que a conformam. Numa considera-se um núcleo que diz respeito à educação e à cultura, chamada cidade escola, o outro mais associado às dinâmicas de mobilidade relacionadas à economia do lugar, cidade tgv.
Estes três universos da nova cidade re-desenhada coexistem como links de complexidade e unificação da mesma, tornando-a sustentável.
Visto lá de cima tudo parece claro como numa composição triangular pintada por um artista romântico.
A árvore, que se espraia pela imaginação, rasga o micro-cubo imperfeito do caminho de todos os dias onde repousam, em silêncio, as folhas gastas que o tempo fez morrer.
O fogo, sem estalar, mantém-se alimentado por esses fragmentos perdidos pelo cume que deixam de ser memória para ser carvão.
Numa presença ausente e contínua qualquer coisa zela por ele, não o deixando apagar, colhendo da passagem as que estão prontas para deixar de fazer parte da memória da sua essência.
Teoria do "reflector" segundo Karl R. Popper
A nossa mente é um recipiente onde se acumulam percepções ou experiências que constituem a base material em bruto do conhecimento, o qual se extrai daquelas mediante processos de generalização, associação ou classificação.
Em vez da utilização do método indutivo da ciência, propõe o método de ensaio e eliminação de erros. Isto significa, resolver determinados problemas por meio da formulação de conjecturas imaginativas, que serão submetidas a discussão crítica ou a constatações experimentais com o objectivo de eliminar possíveis erros ou de refuta-los globalmente se assim for o caso. A interpretação da realidade baseia-se no "reflexo" de seus elementos que decorrerm de uma forma precisa e se manifestam numa estrutura inteligivel, isto é o produto da acção humana sobre as coisas.
Aqui a forma representa um simbolo abstracto que numa rosa das estrelas aponta para um espaço de actos e tempos.
Enquanto estrutura, sua essência permite uma continuada permanência em transformação, indicando a passagem do tempo e renovando, a cada dia, seu património emocional.
Dando algum tempo à analise de sua ruína, e componente histórica, levemente surge na memória a imagem que reconhece este sítio e a sua vivência. Falo de identidade.