
All i wanna do is
bang bang bang
and kkkaaa ching
and take your money
só desta vez... eu até me tenho portado bem :)
ohh vahh laaáa é a minha cara e tudo!!!
Gustav Klimt - Buchenwald I, 1902
Não são frívolos os outonos quando,
pelo labor do vento, despem as faias
e juncam de folhas o chão.
Deixam pelos bosques uma promessa
que sob os nossos pés sucumbirá,
ao som do cric-crac das folhas a estalar.
Mas os olhos sentem o aconchego
das cores mais quentes que anunciam
invernos de cinza e neve,
invernos a nascer nos ventres outonados
pelo sol que no horizonte se esconde,
cansado de tanta dádiva.
Não são frívolos os outonos quando
abandonam os animais ao destino
que sobre eles o tempo traz.
Os homens deixam a floresta
e recolhem-se no calor das casas
para beber o vinho novo que virá.
…
Não são frívolos os outonos quando
passas a tua mão nos troncos rugosos
das faias e contas, um a um, os nós,
as feridas abertas no corpo,
as gotas de seiva que a vida
inquieta germina na pele vegetal.
Mas a tua voz é como a fogueira
que arde no meu coração:
a lenha a crepitar entre labaredas
e a alma furtiva é um ramo de faia
escondido no bosque onde, pela manhã,
as folhas tocadas pelo vento caem.
J. C. M.
Tonight she'll take my heart home with her
But i'm not ready to let it go now,
Oh how, long have we got?
I told you how long we've got
All the time in the world
I've got a thing for you
You've got a thing for me
I've got my ?
Metronomy
| 14.março.09 casa da música |
http://www.youtube.com/watch?v=uYB2Mqs24ss
E assim a vida corre. Ora transborda de alegrias, ora se torna lenta cheirando a mágoa.
Sempre acreditei que cada dia que vivia significava construir alguma coisa, aprender, ser melhor. Mas a verdade é que nem sempre conseguimos que nos vejam como realmente somos, e exigem mais do que alguma vez deram, ou sequer possuem.
É incrível perceber como as relações se dissipam com palavras, ou sem elas. Por muito cheia ou não que a vida esteja o importante é possui-la, partilha-la, olha-la de vez
É sempre bom acreditar que nos podemos transformar em qualquer coisa diferente, ter a capacidade de acreditar na mudança é óptimo. Mas para essa mudança existir e ser positiva é preciso nunca esquecer os erros. Olhar no espelho e ver o reflexo, o próprio e o dos que nos rodeiam, e sabem que o brilho não acorda todas as manhas nos meus olhos.
É assim que me revejo. Nas loucas noites em que danço com as minhas amigas musicas parvas, nas noites infinitas de trabalho em que as criticas nem sempre são bem-vindas, mas as discussões produtivas, no domingo depois de almoço em que corro para entrar na faculdade a horas, mas não consigo descolar do filme pateta que esta a dar na tv, porque simplesmente estamos todos à mesa em família à conversa afinal, de conduzir de madrugada e imaginar a vida dos poucos que por mim se cruzam, de ter medo e trancar as portas do carro, de chegar a casa e viajar nos livros, na musica, nas fotografias por tudo aquilo que me deixa feliz.
O que não faz efectivamente parte do meu dia, é tudo aquilo em que acreditei, por o que lutei algum tempo, que sofri por perder, e que agora é apenas mofo, uma parte de vida da qual desisti ou desistiram por mim.
Viver mais um ano é sempre uma sensação indescritível! Passar o dia com quem nos ama, beber um copo com os amigos de sempre, perceber que apesar da distância os elos de amizade permanecem, visitar lugares conhecidos mas observá-los de outra forma, com os olhos de mais alguém!
Um obrigada gigante a todos os que fizeram com que este dia fosse especial! :)
Viagens e descobertas à parte, este ano surge repleto de experiências novas e energia positiva.
Primeiro a ideia clara de acabar o curso com a sensação boa de voar para outros horizontes e ao mesmo tempo o receio de encontrar uma realidade completamente diferente. Logo depois a boa nova de que a família cresce. Uma lufada de ar fresco, um novo sentimento de amor. Uma criança, um amor para a toda a vida que cresce a cada dia que a barriga da mana aumenta. Como ela é bonita!
Muitas coisas aprendi nestes últimos tempos. Como crescida me sinto sempre que abro o documento do Word intitulado de Plano de dissertação de Mestrado em Arquitectura.
Cada dia que passa reabro os olhos e vejo mais coisas interessantes, mais amigos, maior carinho pelos que ficam, e menos tristeza pelos que não, mais noites em que as pessoas se aproximam e conhecem, mais trabalhos infinitos que nunca mais acabam mas que ficam realmente bons, mais fotografias para tirar, mais pessoas bonitas, mais livros que quero ler, mais filmes que vão ficar em espera para ser vistos, mais força e garra de viver.
Com os estudos para a prova descobri que a arquitectura enquanto “ciência da vida” se espraia na maior evidência de sempre. A vida é um ciclo ritmado pelas mesmas situações vividas sempre de forma diferente mas das quais se retira sempre a maior experiência.
Sorriso Audível das Folhas
Sorriso audível das folhas
Não és mais que a brisa ali
Se eu te olho e tu me olhas,
Quem primeiro é que sorri?
O primeiro a sorrir ri.
Ri e olha de repente
Para fins de não olhar
Para onde nas folhas sente
O som do vento a passar
Tudo é vento e disfarçar.
Mas o olhar, de estar olhando
Onde não olha, voltou
E estamos os dois falando
O que se não conversou
Isto acaba ou começou?
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
porque atras de uma grande foto está sempre uma grande história para contar...
| com esta fotografia, mostro a enorme satisfação que descobri em contar histórias através delas. de repente, como num flash, todos os momentos se tornam claros e eternos. gosto da sensação. gosto de observar os pequenos a brincar. gosto de fazer amigos radicais. gosto de ser olhada de lado por senhores de fato. gosto de conseguir o momento e revivê-lo sempre |
Something in your mind goes weary, goes
Turning itself into a big ball of snow
And it just rolls, rolls, growing stronger
As it goes, goes down the valley
Of the cold, cold lonely mountain
That hides all Your secrets away from the surface
There, where, all Your feelings show
Where You stand on your own
I'll meet You under a shadow of an orange tree
He never ever really loved You
He never ever really cared, cared
So just go, just turn around and hold me, just hold me
Cause I, I've been waiting forever, forever
O espaço, como contentor cultural, onde as obras existem num espaço que conquistaram. Essa conquista do espaço afirma-se com a presença humana, que absorve e transmite as sensações pessoais que retira de cada objecto. O trabalho incide sobre a acção conjunta destes elementos, numa interacção animada por sucessivas aproximações entre o visitante e a arte e as diferentes escalas de interacção entre eles.
Na minha próxima vida, quero viver de trás pra frente. Começar morto, para despachar logo esse assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. Até estar pronto para o secundário e para a primária, antes de voltar a ser criança e só brincar, sem responsabilidades. Depois sou um bebê inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num "spa" de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e espaço maior dia-a-dia, e depois - "Voilà!" - desapareço num orgasmo.
Woody Allen